sábado, 19 de junho de 2010

Incêndio na Lagoa


gente, tô aqui em casa e fico sabendo de um mega incêncio na lagoa pelo twitter. são exatamente meia noite e não saiu em nenhum site, nenhum plantão nem nada até agora... mas só pelo que eu tô acompanhando parece que foi por causa de balão, e a situação tá bem feia, gente.

enfim, tô comentando isso aqui porque, curiosamente esse foi o tema do meu trabalho e aind apegou um pouco a parte do vitor, que eu fiquei sabendo de uma coisa por uma rede social, e as fotos são de um twitter de uma pessoa desconhecida, nem repórter é. amanhã todo mundo já vai saber do que se trata, mas no momento, as notícias estão circulando somente por twitter.



Karla.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Link do youtube - celular

Pessoal,

Eis o link do Youtube para assistir ao video referente ao meu tema;
Celular: A plataforma definitiva para transmissão de dados e produção de conteúdo.


http://www.youtube.com/watch?v=FkuOosD-k7Q


Por, Carol

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Quinto Poder



O QUINTO PODER É O INTERNAUTA


O USUÁRIO DA INTERNET QUE SE EXPRESSA E GERA INFLUÊNCIA


COBRA, PRESSIONA, FISCALIZA, PARTICIPA, COLABORA, INFORMA, ACONSELHA E OPINA


NA ERA DIGITAL, HÁ UMA COMUNICAÇÃO BIDIRECIONAL, DIRETA E INSTANTÂNEA


INTERATIVIDADE COMO PADRÃO DAS COMUNICAÇÕES ON E OFF-LINE


CONSTATA-SE A EFETIVAÇÃO REAL DA CIDADANIA

A Internet a Favor da Massa

2) INTRODUÇÃO: A internet a favor da massa

* Daniela Affonseca


"Cada novo nó da rede de redes em constante extensão pode tornar-se produtor ou emissor de informações novas, imprevisíveis, e reorganizar por conta própria parte da conectividade global." Pierre Lévy



As transformações no capitalismo foram acompanhadas por transformações também nos meios de comunicação. Se a comunicação em massa surge no berço da economia industrial, é nas bases do capitalismo especulativos atuais que os meios de comunicação se fundem cada vez mais comandados por empresas gigantescas que rompem barreiras e se expandem graças à “Revolução Digital”.
Antigamente eram executadas separadamente: a cultura de massa (lógica comercial e objetivos mercantis), a comunicação publicitária, marketing e propaganda (lógica da persuasão) e a transmissão da informação (caráter jornalístico). Hoje, os grupos de mídia são mundiais, globais e executam tudo aquilo que envolve texto, imagem e som, divulgando o seu material por cada vez mais apurados meios de comunicação, tais como: jornais, rádios, TVs (abertas, cabo ou satélite), internet e por todo tipo de rede digital. Essas estruturas dominantes de comunicação acabaram por suprimir a necessidade básica de levar ao público a informação, de forma irrestrita e abrangente, para cumprir interesses daqueles que comandam essas empresas de mídia, sejam dos setores privados ou não.
Seria inocente ou pretensioso afirmar que a política e os setores privados não agem por interesses em comum, uma vez que têm à disposição poderosos meios de comunicação de massa. O cidadão comum fica com a sensação de que há algo além daquilo que foi divulgado.



Segundo Pollyana Ferrari, a internet faz vez de mass media, no momento em que ocupa a posição que, a princípio, seria de outro meio de comunicação. Exemplo verificado na transmissão on line e on time do atentado nas torres gêmeas, em NY. A internet superou todas as outras mídias em se tratando de cobertura e de divulgação dos fatos.



O Quinto Poder surge quando o quarto poder (o Jornalismo) se junta aos outros poderes (político e econômico), traindo o cidadão que consome essa mídia, a partir do momento que age apenas por interesses próprios.
A reação cidadã surge através de denúncias imediatas e interconectadas sobre esses absurdos da dominação midiática. Há uma tentativa de se evitar que algum dia os detentores do poder ajam de forma violenta e esmagadora contra o povo. Como exemplo, o caso da Venezuela, onde os meios de comunicação servem a uma classe dominante e fazem, explicitamente, lavagem cerebral nas pessoas, abandonando qualquer valor ou função do "Quarto Poder". Foi pensando na liberdade da mídia e na sua importância como uma "extensão da liberdade de expressão" - um dos fundamentos da Democracia - que foi criado o "Observatório Internacional da Mídia". Ele possui a finalidade de servir como uma “arma cívica", da qual o cidadão pode recorrer para enfrentar o novo superpoder dos grandes meios de comunicação de massa. O observatório afirma que no século XXI a comunicação e a informação pertencerão a todos os cidadãos e embora o acesso à internet ainda não seja tão democrático, já que muitos não têm como acessá-la, ela pode e deve servir de aliada nesse processo, permitindo que as pessoas se comuniquem melhor, acessando-a através de diferentes meios e ferramentas disponíveis, a preços cada vez mais acessíveis.
A internet é um meio de comunicação de massa democrático, na medida em que qualquer um que tenha acesso a ela pode escrever o que pensa e divulgar pela rede.
Há, contudo, o permanente desafio de usar as novas tecnologias de informação de forma positiva, diminuindo o fosso social, propagando a solidariedade social e promovendo a efetivação da cidadania.

* Daniela Affonseca – estudante do 3º período de Jornalismo da UniverCidade

Celular: A plataforma definitiva de transmissão de dados e produção de conteúdos

3) CELULAR: A plataforma definitiva de transmissão de dados e produção de conteúdos

* Anna CarolinaTeixeira dos Santos Costa


Metáfora do meio de comunicação como extensão do homem:

“Verdadeiras “próteses”, objetos indispensáveis para o funcionamento da vida, sobretudo nas metrópoles, onde a complexidade das relações exige presteza e aceleração nos processos de tomadas de decisão”.



Marshall McLuhan
(1911 - 1980 )


Marshall McLuhan foi o primeiro filósofo das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica do computador e das telecomunicações. Como paradigma da aldeia global ele elegeu a televisão, um meio de comunicação de massa em nível internacional, que começava a ser integrado via satélite. Esqueceu, no entanto, que as formas de comunicação da aldeia são essencialmente bidirecionais e entre dois indivíduos. Somente agora, com o celular e a internet é que o conceito começa a se concretizar. Os famosos: “O progresso tecnológico reduz todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia.“O meio é a mensagem se confirma quando se trata do celular. Isto apenas significa que as consequências sociais e pessoais de qualquer meio — ou seja, de qualquer uma das extensões de nós mesmos — constituem o resultado do novo estalão introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia ou extensão de nos mesmos”.



A Internet através dos seus usuários representa uma ameaça aos princípios da hegemonia e da incomunicação, ao ser capaz de inverter os valores coagidos à população. O internauta, então, passa a ser a representação do quinto poder. O processo de dispersão da informação através da Internet é de rápida difusão (capacidade viral), e em tempo real. Seu acesso é livre, qualquer pessoa pode pesquisar, ou mesmo publicar algo na Internet. E, também, não existe censura, já que não há nenhum tipo de poder controlando o fluxo de informações. A Internet dá voz ao cidadão, pois promove a oportunidade de interação entre emissor e receptor da mensagem. Através dessa comunicação bidirecional, qualquer internauta tem capacidade participativa de dar opiniões, reclamar, contribuir com conteúdos e informações, questionar e pressionar organizações.
Os dispositivos móveis digitais (smartphones, celulares) se tornaram aparelhos comuns para a difusão e produção de conteúdo. As vantagens estão na capacidade de agregar todos os demais meios de comunicação (televisão, rádio, aparelho telefônico, correio e internet) em um único aparelho e a mobilidade que este oferece, permitindo a sua utilização a qualquer hora e em qualquer lugar.
O telefone móvel é um meio particular de comunicação de massa. A convergência entre a internet e os celulares permite aos usuários uma maior interatividade tornando-os não apenas receptores, mas também criadores de conteúdo. Desta forma, o público é capaz de contribuir com produção de notícias, que poderão ser utilizadas pelos demais meios de comunicação de massa. Surge, assim, o Jornalismo Colaborativo.
Para isto, ocorreu nos últimos anos uma série de evoluções acerca das conexões sem fio disponíveis (wap, wi-fi, GPRS, banda larga). Os smartphones, principalmente, oferecem uma compatibilidade de recursos próximos ao de um desktop. Eles permitem a instalação de uma infinidade de aplicativos de acordo com a necessidade do usuário. As projeções em relação às vendas de smartphones são bem animadoras, superando inclusive o número de computadores.



Diversas empresas estão optando por fazer campanhas publicitárias por meio do chamado Mobile Marketing. Este mecanismo apresenta possibilidades de uso comercial, que vão desde o envio de mensagens de texto com promoções e serviços (SMS), até a veiculação de fotografias de produtos e vinhetas corporativas (MMS). Além de ser pessoal, interativo, temporal, independente de localização, também apresenta outras vantagens como; possuir um alto índice de leitura, não ser uma comunicação invasiva e o custo ser acessível e aplicável a todos os setores de atividades econômicas. Outro exemplo de que o celular está se tornando uma forte potência entre os demais meios de comunicação, principalmente pelo advento de sua fusão com a Internet, é a campanha eleitoral de Barack Obama que foi, em sua grande parte, dispersada através da Internet. Por intermédio de uma pesquisa descobriu-se que a maioria dos jovens norte-americanos se comunica através do envio de cerca de duas mil mensagens por mês. Com o interesse de engajar os jovens – que escolhem votar ou não – a equipe de Obama criou um aplicativo para o então recém-lançado iPhone. “Pelo aplicativo, era possível descobrir por georeferenciamento os escritórios mais próximos de campanha, receber atualizações de vídeos e textos, baixar wallpapers e ringtones, entre outros.”
Segundo especialistas entrevistados pela empresa americana Pew Internet & American Life Project, o celular será, em 2020, a plataforma primária de acesso à internet para a maioria das pessoas. “Até o final de 2010, o mundo deve atingir a marca de 5 bilhões de usuários móveis na internet, de acordo com relatório da International Telecommunication (ITU) ... as redes de celulares já cobrem cerca de 90% da população mundial e espera, em 2015, atingir 100%.”
Muito ainda se discute se a Internet pode ou não ser considerada um meio de comunicação de massa, mesmo apresentando características comuns à mass media; grande dispersão de informação de forma heterogênea e em tempo real. Isto ocorre porque ainda existem aqueles que não possuem um meio de acesso à Web. Entretanto, a telefonia móvel oferece uma maneira prática e acessível de se estar conectado com o mundo. E assim, os celulares vêm recebendo cada vez mais atenção e já representam a futura plataforma de transmissão de dados e produção de conteúdos.

* Anna Carolina T.S.Costa – estudante do 3º período de Publicidade da UniverCidade

A Ferramenta Web 2.0 & Blogs

4) A FERRAMENTA WEB 2.0 E BLOGS

*Mariane de Bem


“Os produtores de informação não podem dizer ao indivíduo o que pensar, mas podem induzir o que pensar”.




Ben Bagdikian, nascido em 1920 em Maras, na Turquia, é professor e jornalista Americano.



WEB 2.0

O termo Web 2.0 foi criado por Tim O’Reilly. É a mudança para uma internet como plataforma e um global entendimento das regras para se obter sucesso com esta ferramenta. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores. Assim, quanto mais forem usados pelas pessoas, mais se aproveitará da inteligência coletiva. A web 2.0 não se refere à atualização nas especificações técnicas da Web, mas, sim, à forma como ela é encarada por usuários e desenvolvedores têm que, essencialmente, estar de acordo com a interação na produção de conteúdo desenvolvido por diversos utilizadores, em diversas comunidades. Com base nesse conceito, explodiram serviços de relacionamentos sociais, páginas repletas de vídeos, wikis, blogs e outros serviços com um traço em comum: a participação efetiva do usuário nos dois sentidos do tráfego de informação: recebe-se o conteúdo dinâmico, fornece-se o mesmo tipo de informação e com a mesma facilidade. O mais interessante disto tudo é que não se trata de uma revolução tecnológica ou atualização brusca. É simplesmente uma mudança na maneira de promover o conteúdo dinâmico através da internet.
Alguns criticam o termo, pois muitos elementos da Web 1.0 ainda são extensamente utilizados. Seja qual for o nome, os internautas estão cada vez mais dentro deste mundo, disponíveis para todos e com voz para quem puder e quiser se conectar.



Blog é um site cuja estrutura permite atualizações rápidas a partir de posts. Já esses funcionam de acordo com o foco proposto pelo gerenciador, podendo, assim, ser escrito por diversas pessoas. Muitos deles fornecem apenas boletins particulares (comentários ou notícias), já outros funcionam como diários online. Alguns blogueiros além de produzirem diversas informações, também fazem denúncias e criticam o poder público. Criou-se uma forma de expor o que se sente com “liberdade sem censura”. Existem Blogs sobre qualquer assunto hoje em dia e alguns até não são considerados blogs, pois não utilizam todas as ferramentas disponíveis. Blog é um web-site que dá trabalho e tem sempre que estar atualizando.

Exemplos de blogs:

Fala bem do Governo: http://www.mobilizacaobr.com.br
Blog com vários vídeos do lula (discursos e etc.):
http://blogdolula.com.br/
Blog do Candidato a Presidência Jose Serra:
http://serraescreve.blogspot.com/

A candidata a Presidência da República bombardeia o povo pela internet. Ela tem vários blogs e está em diversos sites de relacionamento, com todas as suas páginas sendo atualizadas diariamente.

http://blogdadilma.ning.com/
http://dilma13.blogspot.com/
http://www.dilma2010.blog.br/
http://www.dilmanaweb.com.br/content/splash/


http://oquintopoder-turma.blogspot.com/
Foi fundado com a intenção de interagir, como a comunicação por e-mail estava um tanto ruim, a Isabela teve a idéia de construir esse blog para que todo o grupo pudesse interagir, compartilhar, comentar, ajudar uns aos outros sobre seus respectivos subtemas do trabalho, e assim construirmos um trabalho final de alta qualidade.

http://www.consciencia.net
foi fundado em 13 de maio de 2000, agencia de noticias da Revista Consciência.Net
>Divulga noticias para jornalistas e comunicadores sócias com ênfase nas ações de movimentos sócias na América do latina, no Caribe e na África. É vinculado a Revista Consciência.Net e tem como objetivo mostrar a realidade desse povo organizado pelo planeta, toda semana divulga as informações produzidas pelos movimentos que podem servir de subsídios para que jornalistas independentes e ativistas reproduzam em seus meios. Tem uma redação e alguns colaboradores que apuram e selecionam os temas mais urgentes.

http://campanhafichalimpasp.blogspot.com
Campanha ficha limpa foi lançada em 2008 um objetivo de melhorar o perfil dos candidatos com cargos efetivos no Brasil e para viabilizar isso foi lançado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos, No dia 29 de setembro, o MCCE entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, o Projeto de Lei de iniciativa popular, junto com 1 milhão e 300 mil assinaturas o que corresponde à participação de 1% do eleitorado brasileiro. Esse Blog divulga as ações da campanha Ficha Limpa e promove a interação entre os colaboradores, nele encontra-se noticias, vídeos, comentários, e tudo sobre a campanha Ficha Limpa.

http://inclusodepneesnaescola.blogspot.com/
>Esse Blog é administrado pela Doutora em Informática na Educação Regina de O. Heidrich, que atualmente é professora e pesquisadora na Feevale, RS. Tem como objetivo informa, discutir e trocar experiências sobre inclusão, tecnologias assistivas, design, ergonomia, ergonomia cognitiva, comunicação alternativa, objetos de aprendizagens, ensino a distância. Em questões relativas à educação em todos os níveis. Percebi que ela foca bastante nas pessoas com algum tipo de deficiência, seja ela física, visual, mental e etc.

http://veja.abril.com.br/blog/copa-2010/
Tem tudo sobre a copa, mas tudo mesmo, o Blog é bem completo, têm entrevistas, fotos, enquetes, a tabela, e as noticias estão sempre sendo atualizadas, tem uma parte que é bem legal, a aba cornete a seleção, o internauta pode colocar o que acha de ponto forte e fraco diariamente. Vale à pena entrar e conferir

http://omundodefran.com.br
Esse blog é totalmente voltado para crianças, mas é bem legal porque a administradora que se intula Francice Piaia está sempre fazendo link com a cidadania, que as crianças têm direitos e deveres, que tem que respeitar as outras crianças, que tem que estudar, mas que também tem hora para brincar, é um blog bem interessante porque a maioria dos posts está ensinando as crianças a exercerem a sua cidadania.

http://www.sosma.org.br/blog
Esse blog é uma extensão do site, nele o internauta encontra algumas noticias sobre o projeto, e o onde e quando encontrar o projeto em sua cidade, além de fotos e vídeos.



* Mariane de Bem – estudante do 3º período de Jornalismo da UniverCidade

A Ferramenta Web 3.0

5) A FERRAMENTA WEB 3.0

*Fernando Fernandes



“O ser humano é um preguiçoso e gosta de ter acesso fácil a tudo que precisa”. - Pierre Lèvy



Pierre Levy é um filósofo francês que sempre analisou a evolução da humanidade, abordando o desenvolvimento da Internet e a digitalização da informação.
O pensador visualiza, então, o internauta de dois modos:

1 - Os que procuram informação específica;
2 - Os que vagam por assuntos prontos para se desviar com links interessantes. Estes conceituados como navegantes de “pilhagem”.

Assim, nos deparamos com a seguinte questão: Como adequar este mundo tão avançado tecnologicamente à globalização e ã imensidão de ferramentas existentes nesse meio? Com essa quantidade avassaladora de informações, o internauta acaba não sendo fiel a nenhum veículo. Comprova-se, então, o que afirma Pierre Lèvy: “Quanto mais informações, mais equivocados ficam os leitores. Criamos uma sociedade com uma consciência sem história, sem passado, voltada para a atemporalidade da inteligência artificial. Vivemos a sociedade da informação que não informa, apenas absorve grande quantidade de dados”.



WEB 3.0

Tendo em vista que vivemos em uma sociedade que apenas absorve grande quantidade de dados, entramos na abordagem de nosso tema principal: a WEB 3.0. O futuro já está próximo e estima-se que de cinco a dez anos, esta será a terceira geração da Internet. A web 1.0 foi a implantação e popularização da rede em si; a WEB 2.0 é a ferramenta que utilizamos e com a qual vivemos no mundo de hoje, centrada nos mecanismos de busca e nos sites de colaboração do internauta como Wikipédia, Youtube e os sites de relacionamento social, como Facebook. Já a web 3.0 pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo conhecimento já disponível na Internet. Esta nova era estará focada mais nas estruturas dos sites e bem menos nos usuários. É a unificação de tecnologias usadas ao mesmo tempo, num grande salto de sinergia. Banda larga, acesso móvel a Internet e a tecnologia de rede semântica, todos utilizados juntos, de maneira inteligente e atingindo um patamar de desenvolvimento ao mesmo tempo. Um site, por exemplo, será mais eficiente, terá respostas mais precisas ao realizar uma pesquisa. Será a transferência de documentos para dados e as buscas vão ser mais específicas tendo seus assuntos mais relacionados e expostos definidos por grupos, facilitando a vida do internauta. Os sistemas serão capazes não só apenas de apresentar um dado ou informação, mas ir além e dar um contexto a esse dado. Resumindo, sistemas mais inteligentes e dados que descrevem dados.
Até que ponto a web 3.0 será útil na vida das pessoas, uma vez que a maioria delas está apenas interessada em navegar na web? Será um salto muito grande num país com tantas diferenças sociais onde poucos têm acesso a certas tecnologias. Cabe a todos que possuem embasamento no assunto ensinar os usuários comuns a utilizar, de forma eficiente, coerente e ética todas essas ferramentas e possibilidades. Temos que descobrir como dar sentido a toda essa profusão tecnológica.



Stevie Jobs: A Visão
Um Revolucionário da era da informática, um exemplo de comunicador, empreendedor persistente que acreditava no que era capaz. Em passos cronológicos, transformou computadores grandes com Softwares pesados em cada vez menores e mais desenvolvidos, capazes de serem usados não apenas para uma tarefa e, sim, em muitas, simultaneamente. Não tem como entender diferente de que Stevie caminhou juntamente com os avanços tecnológicos e, já pensando muito à frente, teve seus olhos voltados para as necessidades dos usuários de Internet, bem como ele. Ao buscarem, procurariam afunilar seus interesses, agregando conteúdo a uma rede e, claro, cada vez mais trocando informações necessárias ao seu cotidiano, com facilidade e agilidade. Acompanhando esses avanços, entrou de cabeça em um mercado agressivo de Tecnologia Móvel e Tablets. Ou seja, o usuário dentro dessa nova plataforma móvel e juntamente com a futura ferramenta web 3.0, poderia, de qualquer lugar, a qualquer hora, estar conectado agregando seu conteúdo e realizando suas buscar a todo instante. Tudo isso com a facilidade dos produtos da Apple - vale frisar que Stevie Jobs e a Apple são apenas um exemplo, ao representarem esse mercado, mas existem muitos outros - como o Iphone, um Smart Phone capaz de realizar todas as tarefas relacionadas a navegação de Internet e inclusão de conteúdo e o Ipad, um tablet. Estes são o meio do caminho entre um Smartphone e um notebook e empurram o usuário, fortalecido pela quantidade de ferramentas e novas tendências de mercado, a se sentir cada vez mais confiante para produzir um conteúdo e não ser apenas mais um navegador de web sem finalidade.
Stevie Jobs soube enxergar a necessidade do usuário. Caminhou certeiramente junto com a evolução da Web e aliado a essa ferramenta produziu aparatos tecnológicos capazes de unificar tudo isso, sendo, dessa forma, um grande propulsor no âmbito de novas tecnologias para comunicação mundial,l focado, principalmente, no fator chave, o Usuário da Internet!

* Fernando Fernandes - estudante do 3º período de Jornalismo da UniverCidade

Mídias Sociais

6) Mídias Sociais:

*Karla Araújo



As ferramentas de mídias sociais foram criadas com o objetivo de maior integração das pessoas através da internet. Com o auxílio dessas ferramentas, é possível trocar mensagens, fotos, vídeos, dentre outras coisas, além da capacidade de produzir conteúdo, sem centralização. Os grandes grupos não conseguem filtrar o que é publicado através desse tipo de mídia, além de qualquer pessoa poder publicar seus conteúdos, de diversas formas diferentes.
A capacidade de criação e influência em cima das pessoas, acaba deixando de ser um coisa exclusiva dos grandes grupos midiáticos, e passa a ser possível a qualquer pessoa. Essa liberdade, aliada à interatividade, resultado da maior participação das pessoas nesse tipo de mídia, caracteriza a web como um dos meios mais poderosos, pois influencia no poder de decisão de muita gente, além de ser capaz de formar muito mais opiniões, devido à grande quantidade de informações que se encontra disponível na rede.
No Brasil, o Orkut foi o responsável pelo boom das redes sociais. O Orkut foi criado inicialmente com foco nos Estados Unidos, porém foi no Brasil e na Índia onde ele se consolidou e ganhou seu maior número de usuários, cerca de 23 milhões no Brasil, em 2008. São nas comunidades onde acontecem os maiores tipos de discussões e campanhas de publicidade. Porém, devido à falta de privacidade e perfil de público mais popular, muitas pessoas estão abandonando essa ferramenta e/ou não fazem um uso além do social, como postar fotos e mandar recados.



O Facebook é semelhante ao Orkut. É uma rede social que foi criada inicialmente para universitários, mas hoje em dia todos podem ingressar nela. No mundo é a que mais faz sucesso, e no Brasil, seu número de usuários cresce cada vez mais, embora o Orkut ainda seja a maior rede do país. O perfil dos usuários não é tão popular, o perfil socioeconômico é semelhante ao dos moradores da zona sul, e de empresas, porém, a funcionalidade é bem semelhante à do Orkut.
Uma rede social que vem crescendo bastante no mundo e é muito eficiente para quem que fazer contatos profissionais é o LinkedIn. É um site de relacionamentos como os outros, porém os contatos são basicamente profissionais. Empresas, indústrias e profissionais são os principais cadastrados.
Hoje em dia não há como falar de mídias sociais sem falar no Twitter. A febre do momento trata-se de um microblog, onde a pessoa pode escrever o que quiser em 140 caracteres. O Twitter já possui cerca de 100 milhões de usuários no mundo, sendo 9 milhões no Brasil. O interessante é que a informação deixa de ser privilégio apenas da imprensa, e passa a ser de quem a faz também. Devido à instantaneidade, as notícias podem ser veiculadas exatamente no momento em que elas estão acontecendo. Essa é a principal vantagem do site. No Twitter não há aquela perda da privacidade, já que o usuário posta apenas o que quer que seja veiculado. Graças a isso, os principais candidatos brasileiros à presidência da República (@joseserra_, @silva_marina, @dilmabr) também aderiram ao microblog, divulgando informações de seus atos e campanhas. Quem aderiu também foi a Confederação Brasileira de Futebol (@cbf_futebol) que, aproveitando a época da Copa do Mundo, está divulgando aos torcedores informações sobre a seleção brasileira, que está na África do Sul disputando o mundial.

“O controle é uma das facetas ou consequências da sociedade tecnológica contemporânea, não necessariamente aquilo que a define.” Gilles Deleuze



* Karla Araújo - estudante do 3º período de Jornalismo da UniverCidade

Flash Mobs & Smart Mobs

7) FLASH MOBS & SMART MOBS

* Sarah Ribeiro


“Uma comunidade mundial só pode existir com comunicação mundial que significa algo mais que extensas instalações de software espalhadas sobre o globo. Significa compreensão comum, uma tradição comum, idéias comuns e ideais comuns.”



Robert Maynard Hutchins

Flash mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada. No entanto, estas se dispersam tão rapidamente quanto se reúnem. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social, que quando operados em rede, se cria um volume de conexões capaz de tornar praticamente impossível que se descubra de onde a informação original partiu. Pelas ruas das cidades é cada vez mais normal a agregação de pessoas em um lugar, por um período curto de tempo sem uma causa aparente. O que a primeira vista pode parecer um movimento de pessoas desocupadas, na verdade é uma nova forma de manifestação social.
Uma das principais características é a mobilização constituída por pessoas que são capazes de agirem juntas sem ao menos se conhecerem, cooperando de maneira inédita, porque dispõem de aparatos com capacidade tanto de comunicação, como de computação.
Os dois dos principais tipos de smart mobs mais conhecidas são as smart mobs políticas e as flash mobs, que basicamente são multidões relâmpagos, que são de manifestações de caráter lúdico e hedonista.
No mundo, os flash mobs vêm ganhando cada vez mais aspectos políticos, de mudanças na rotina, modificação do meio urbano e, principalmente, vêm adotando uma posição reflexiva sobre a vida das pessoas. Um exemplo de flash mobs com o propósito de causar reflexão foi organizado, no dia 14 de agosto por um grupo especialista em “flashs” chamado “ Flash Mobs Brasil” na Av. Paulista, em São Paulo. Foi o pijamas day, no qual cerca de 220 pessoas circulavam com pijamas passando pelo semáforo em sinal vermelho durante muitos minutos. De acordo com o organizador Edmond Saab, esta mobilização foi realizada com o objetivo de mostrar o quanto elas são realmente estressadas. Também no Brasil ocorreram mobilizações políticas, organizadas por grupos pequenos de flash mobs. Foi realizado o movimento fora Sarney, porém não houve muita repercussão. Muitas dessas manifestações mostram como o ser humano, graças as novas mídias e a comunicação de massa pode ter sim, uma posição crítica a ser levada a sério ou pelo menos a ser especulada. Quanto a sua situação, um bom exemplo foi o flash contra o projeto de lei do senador Azeredo, e, em Brasília, onde foi organizado um “V de vingança” na sede do governo.
Porém, quando se pensa algo linkado à política, precisa ter muito cuidado em programar, organizar e realizar. Assim, foi organizada também uma mobilização solidária com a participação de 50 pessoas no aeroporto de guarulhos para as vítimas do vôo 447, mesclando o hino nacional da França e do Brasil. Além disso, vestiram 32 camisas, representando as 32 nações que tiveram vítimas envolvidas no vôo.
O engajamento para se “colher” solidariedade também é muito forte no mundo dos smart mobs, com um slogan “Nem só de lazer vive um mobber”: um jovem grupo está arrecadando doações de roupas para as vítimas das chuvas fortes do rio de janeiro, a idéia consiste em reunir durante doze horas, doadores voluntários e cidadãos para interagirem entre si e enviar roupas usadas, calçados e afins para essas pessoas que perderam tudo. O objetivo é gravar um vídeo para que o receptor da doação receba também palavras de conforto.
O primeiro flash mob surgiu em 2003, de pai (na época), desconhecido. Aconteceu em Nova York e conseguiu juntar, por mensagens de celular e internet, 200 pessoas. Reunidos na seção de tapetes de uma loja, todo diziam procurar um “Carpete do amor”.
Dois meses depois, 500 pessoas se reuniram em uma loja de brinquedos da mesma cidade e se ajoelharam diante de um dinossauro gigante em exposição. Anos depois Bill Wasik, assumiu a autoria das aglomerações e disse que o propósito era expor o vazio da cultura contemporânea, sem se preocupar com questões políticas.
Hoje, algumas das mobilizações contam com o patrocínio privado ou são organizadas por empresas. Essa parceria entre publicidade e mobilizações públicas não é novidade. Muitas vezes nos deparamos com modelos associando a sua marca em avenidas movimentas como a Oscar Freire divulgando por exemplo um novo modelo de celular. Estudiosos avaliam que, para as marcas, é atraente associar-se aos flash mobs pois o modelo de propaganda de 30 segundos não funciona mais. Assim a publicidade encontrou um jeito para que as pessoas falem da marca, em vez de a marca falar sobre si, fazendo com o que vire mais atraente e soe mais natural e precisa. A estudiosa Mônica Schieck professora que estuda flash mobs, aprova a assimilação do modelo pela publicidade por que as ações performáticas, característica principal das mobilizações-relâmpago, foram mantidas.
Aqui no Brasil, essa onda de flash mob começou em são Paulo e logo se difundiu pelo país, o primeiro, reuniu pouco mais de 50 pessoas, na esquina da Av. Paulista com a rua Augusta. Quando o sinal abriu, atravessaram a pista, retiraram um dos sapatos e bateram-no contra o asfalto. Um dos flash mobs mais famosos é o pillow fight, que significa guerra de travesseiros, ele é realizado em todo país. Ao contrário dos movimentos sociais tradicionais em que existe uma organização central na coordenação das ações e um líder, nas smart mobs as ações são coordenadas de maneira descentralizada e sem a existência de um líder. Além disso, nas smart mobs não é necessário um grande engajamento com uma causa. Basta apenas participar naquele momento, o vínculo é momentâneo, efêmero diferente dos movimentos sociais tradicionais onde é preciso ter um vínculo e um comprometimento com a causa defendida.
A capacidade de consumir, a velocidade do desenvolvimento das tecnologias digitais e de transmissão levou a um processo de popularização do dispositivo, que o tornou acessível a camadas sociais menos favorecidas cultural e economicamente.
Uma mensagem possa ser enviada rapidamente para um grupo de pessoas e que estas possam redirecionar para outros grupos, e assim sucessivamente, gerando uma rede de informação sem fio, sem origem e sem fim. Na comunicação de massa o espaço compartilhado é dispensável e o tempo da produção da mensagem nem sempre é o mesmo da emissão ou da recepção, exceto nas emissões ao vivo. No caso da conexão via celular, esses vínculos são restabelecidos a partir de uma rede formada por indivíduos que se relacionam de modo pessoal, ainda que forma ampliada.Enfim, as “mobs” são mobilizações que expressam anseios e desejos compartilhados por pessoas que fazem parte de uma mesma rede conectiva, sem necessariamente se conhecerem.

* Sarah Ribeiro - estudante do 3º período de Jornalismo da UniverCidade


Jornalismo Colaborativo

8) JORNALISMO COLABORATIVO: Produção de conteúdo pelos internautas em sites jornalísticos

* Vítor Michalka

“A questão da identidade, hoje, mesmo nos amplos setores populares, é uma identidade poliglota, multi-étnica, migrante, feita com elementos mesclados de várias culturas".



Néstor García Canclini
(1939)

Antropólogo Argentino, nascido na cidade de Prata. Contemporâneo, trata do tema da pós-modernidade e da cultura, levando em conta uma perspectiva latino-americana.


Esta frase define bem o papel que a tecnologia vem atribuindo às pessoas hoje em dia, permitindo que elas utilizem os mecanismos tecnológicos para se comunicarem, onde elas estiverem. Revela-se, portanto, o conceito das “Comunidades Transnacionais”, com códigos que, anteriormente, permitiam definir agrupamentos, mas que, agora, representam, cada vez menos, os da etnia, da classe ou da nação em que nascemos. Quando novos grupos emergem, a nova tecnologia é utilizada para afirmar que todos participem das transformações de um mundo globalizado. Assim, estão, potencialmente, se instrumentalizado a influenciar e a modificar a realidade.



Os usuários da internet já perceberam que, hoje em dia, podem fazer muitas coisas que antes não era nem pensando. A constante evolução da tecnologia proporciona, a todos, a experiência de vivenciarmos os confortos tecnológicos, através de uma interatividade e conectividade global. Tudo instantâneo, rápido e eficaz.
Desde o surgimento do jornal impresso, veio com ele uma a necessidade das pessoas lerem aonde elas se encontrassem e quando quisessem. De uns tempos para cá, essa evolução tecnológica vem se aprimorando, proporcionando uma nova era jornalística. Surgem então, os sites jornalísticos, que de uma forma resumida e direta, apresenta as noticias para os internautas.
O portal de noticias GLOBO.COM, um dos mais famosos sites de entretenimento do Brasil, um site bastante visitado, da inicio a essa nova era no dia 18/09/2006, lançando a sua página G1, uma grade jornalística, seguindo a credibilidade do jornal impresso.
No aniversário de três anos, o G1 aproveitou a data para pedir mais uma ajuda a seus leitores, que, diariamente, já sugerem temas de reportagem, apontam incorreções nos textos e nos avisam de notícias. Criou a famosa chamada: “Presenciou um fato importante? Registrou um flagrante de notícia em foto ou vídeo? Envie sua reportagem para o G1 e seja um repórter cidadão”. Gera-se em torno de 200 comentários semanalmente. A chamada que o site criou deu tão certo que muitos eleitores, repórteres cidadãos, enviam suas sugestões, vídeos e fotos. Como exemplo recente, o registro das chuvas ocorridas no Rio de Janeiro no dia 6/4/2010, onde vários cidadãos puderam, através de seus celulares, enviar ao site, noticias e vídeos mostrando a situação em alguns pontos da cidade. Antes, no entanto, ao enviar o material ao G1, entram automaticamente em contato com o emissor, através do um e-mail que foi anteriormente solicitado e obrigatoriamente registrado. Há, no entanto, uma filtragem pela editoria, que faz uma seleção do que poderá ser publicado no portal, ou não.



Com essa participação do internauta neste jornalismo colaborativo, há oportunidades e riscos para as grandes empresas que se utilizam deste meio interativo de fidelização aos leitores.
Como risco apresentam um excessivo fluxo de informações existente com materiais “dispensáveis”, bem como estão constantemente sob o peso da verificação (ou não) das possibilidades de informações equivocadas ou fraudulentas.
Como oportunidades estabelecem uma imagem positiva, receptiva perante os leitores e, assim, fomentam neles relações afetivas com a organização e até mesmo com a atividade jornalística em si. Também abrem espaço para fontes espontâneas de informação, que podem acabar se tornando essenciais, por exemplo, em novas pautas, reportagens e matérias. Assim, também contam com possíveis “revisores” de conteúdo, além de conseguirem materiais complementares, inéditos ou de difícil acesso.

* Vítor Michalka - estudante do 4º período de Jornalismo da UniverCidade

Crimes na Rede

9) CRIMES NA REDE

* Isabela Stamm “A punição e a vigilância são poderes destinados a educar as pessoas para que essas cumpram normas, leis e exercícios de acordo com a vontade de quem detêm o poder” - Foucault



(1926 - 1984)

Filósofo e professor francês. A vigilância é uma maneira de se observar à pessoa, se esta está realmente cumprindo com todos seus deveres – é um poder que atinge os corpos dos indivíduos, seus gestos, seus discursos, suas atividades, sua aprendizagem, sua vida cotidiana. A vigilância tem como função evitar que algo contrário ao poder aconteça e busca regulamentar a vida das pessoas para que estas exerçam suas atividades. Já a punição é o meio encontrado pelo poder para tentar corrigir as pessoas que infligem as regras ditadas pelo poder e ela também é o meio ilidir que essas pessoas cometam condutas puníveis (através da punição as pessoas terão receio de cometer algo contrário às normas do poder). - "Você tem certeza de que quer mesmo botar sua foto na rede"? - "Mas só os meus amigos podem ver". - "Sim, mas você já avisou pra eles que nenhum outro amigo deles pode ver? Independentemente de o software ser muito bem construído e prometer evitar que todo mundo veja, sem permissão, os nossos dados, no fim das contas, somos nós que devemos lembrar que boa parte da segurança é nossa responsabilidade individual. Isso se aplica como nunca às redes sociais. Cada vez mais os usuários postam informações ou pregam peças impensadas via Facebook, Twitter, Orkut e afins, e acabam se envolvendo, sem querer, em processos judiciais. Isso sem falar nos perigos das redes. À parte o perigo, a maioria dos problemas judiciais ligados à internet e às redes são devidos a usuários "sem noção", que fazem gracinhas sem perceber no que estão se metendo. Xingar alguém, persegui-lo pela internet, montar um perfil falso, plagiar textos, postar imagens não autorizadas - tudo isso pode gerar problemas com a lei. O aumento do uso das redes sociais gera cada vez mais situações que acabam sendo registradas pela testemunha mais imparcial que existe: o computador. E essa testemunha-máquina é mais eficiente do que a humana. Um email ou mensagem, na verdade, passa por pelo menos quatro máquinas (a do remetente, a do destinatário, o servidor de onde sai e o servidor que recebe). As máquinas são literais, não contextualizam, não interpretam a presença ou não de dolo, de intenção. Foi por querer ou sem querer? Não interessa, o que interessa é que está escrito e foi enviado. Em máquinas devidamente periciadas, se comprovada a autenticidade da mensagem, um abraço. O usuário responde, seja por mensagens, conteúdo pirata, imagens indevidas e por aí vai. Do ano 2000 para cá o Judiciário evoluiu muito no uso de provas eletrônicas. O email hoje é considerado prova escrita e mais forte do que um testemunho verbal. Provas oriundas de Orkut e YouTube têm sido encaradas como preferenciais em relação a provas testemunhais. E o que mais tem acontecido de ilegal no Twitter é a criação de perfis falsos e a perseguição de pessoas dentro do microblog. Isso cai dentro do artigo 187 do Código Civil, que trata de abuso de direito. Para Patrícia, há um abismo entre a atual educação no país (inclusive a universitária) e o real contexto do uso correto da tecnologia, com suas consequências. Fazer plágio, montar um perfil falso no Twitter ou Facebook, é, no contexto online, mais grave, mais danoso do que ações assim no "mundo real", devido ao enorme poder de replicação que a internet possui. Mesmo que seja a título de brincadeira, a probabilidade de isso gerar um dano para a pessoa que foi alvo é imensa, e pode gerar um processo indenizatório. É preciso ficar atento a essa possibilidade. Ninguém lê os termos de privacidade dos serviços antes de usá-los. E que a gratuidade na internet é uma faca de dois gumes, pois na verdade pagamos por ela com informações sobre nós, por isso cabe ser prudente com tais informações. Se você não lê os termos de uso e dá OK, pode ser enquadrado se violar a lei no serviço. O artigo 21 do Código Penal diz que você não pode alegar desconhecimento da lei em sua defesa, nem alegar sua própria torpeza. Então, se você deu OK naqueles termos, a lei parte do princípio de que você sabia o que estava escrito. Além do mais, todo mundo volta para casa se percebeu ter esquecido o ferro ligado ou o forno aceso, mas não volta se o computador ficou aberto. E isso é um grande risco. E se alguém pega carona no WiFi, por exemplo, e personifica você? Algumas ações da vida online que podem resultar em processos judiciais: INSULTOS. Xingar ou insultar alguém numa rede social pode gerar processo com base no Artigo 140 do Código Penal, que pune "a injúria que ofende a dignidade ou decoro" com multa ou detenção de um a seis meses. CALÚNIA. Inventar histórias falsas sobre alguém no Orkut, Twitter ou Facebook pode ser enquadrado no Artigo 138 do Código Penal. A punição nesses casos consiste em multa e detenção de seis meses a dois anos. USO INDEVIDO DE IMAGEM. Postar fotos de terceiros sem autorização pode levar a processo. O Artigo 5 Inciso X da Constituição Federal diz que "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurando direito à indenização pelo dano material ou moral". FALSA IDENTIDADE. Criar um perfil falso numa rede social, blog ou microblog pode levar a processo judicial com base no Artigo 307 do Código Penal. Pena: multa ou detenção de três meses a um ano. DIVULGAÇÃO DE SEGREDO. Revelar segredos de terceiros na internet, ou de documentos/correspondência confidencial que possam causar dano, pode levar a processo com base no Artigo 153 do Código Penal. A punição é multa ou detenção de um a seis meses. VIOLAÇÃ0 DE SEGREDO DO TRABALHO. Divulgar informações confidenciais referentes ao seu trabalho, através de e-mails, chats e comunidades viola o Artigo 154 do Código Penal. DIFAMAÇÃO. Associar uma pessoa a um fato que ofende sua reputação pode render prisão de três meses a um ano e multa (Art. 139 do Código Penal). CÓPIA NÃO AUTORIZADA. Copiar ou plagiar obras de terceiros viola seus direitos autorais, o que cai no Artigo 184 do Código Penal. Penalidade: multa e detenção de três meses a um ano. PHISHING. Enviar spam com o intuito de levar usuários a revelarem seus dados pessoais, ocasionando dano (Artigo 155 do Código Penal) ou furto (Artigo 163 do Código Penal), pode receber multa e/ou detenção de até seis meses. NEGLIGÊNCIA. Este é um alerta importante para os pais que deixam seus filhos passar tempo demais no PC sem supervisão: a máquina não é babá eletrônica. Não vigiá-los, nem criar regras para o uso consciente da internet, mesmo fora de casa, fere o Artigo 1.634 do Código Civil, assim como os Artigos 3 e 4 do Estatuto da Criança e do Adolescente. O mais acessado meio de comunicação do planeta é um território sem leis e sem códigos de ética. O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, considera a internet o último refúgio de liberdade do homem. E também porque o anonimato é permitido. Ah, quantos crimes cruéis não são cometidos a cada segundo na rede devido ao anonimato. E ouse falar contra o anonimato. Você será acusado de pugnar contra a livre manifestação de pensamento e correrá o risco de se tornar alvo de uma campanha difamatória. Ouse sugerir algum tipo de regulamento que discipline o que pode ser postado. Ou pelo menos o que não deve. Com toda a certeza você será execrado como o mais vil dos inimigos do direito universal ao livre acesso à informação e à opinião. Fira injustamente a imagem de alguém ou de alguma instituição no jornal, televisão ou rádio. O atingido apelará para a Justiça. E você será julgado. Na internet, não. Porque se você conseguir identificar quem o ofendeu e decidir processá-lo haverá quem se encarregue de clonar a ofensa e de disseminá-la rede adentro. Para cada anônimo identificado e processado surgirão milhares dispostos a encampar a ofensa. A internet servirá nas eleições para que candidatos e partidos tentem, legitimamente, atrair apoios e votos por meio de mensagens e debates. Esse será, digamos, o lado sadio do uso da rede. Mas ela servirá também para a sistemática e organizada tentativa de se destruir reputações e espalhar rumores e mentiras. Não duvide: acabará prevalecendo o lado negativo do uso da rede. Sob a proteção do anonimato ou da falsa identidade, e com a ajuda de militantes voluntários ou pagos, partidos e candidatos já começaram a travar o jogo sujo na internet. Ao cabo do processo eleitoral, seria curioso comparar o grau de veracidade do que foi postado na rede com o grau de veracidade do que foi veiculado por jornais, emissoras de televisão e de rádio. Mais do que curioso: poderia ser educativo. Esta é a primeira eleição presidencial brasileira em que a internet está representando papel preponderante, especialmente nas redes sociais e microblogs. Twitter, Facebook, mensageiros instantâneos como Messenger e Google Talk, email e SMS (em computadores, notebooks, netbooks e smartphones - isso enquanto os tablets não ganham escala por aqui) são usados por candidatos e eleitores para expressar opiniões as mais diversas. Entretanto, sabemos como é a internet: muita gente abusa do direito de falar mal e parte para a ignorância, normalmente protegida pelo anonimato. Por isso, todo cuidado é pouco ao abordar temas políticos na rede. Como evitar possíveis problemas com a Justiça ao se expressar? A Constituição Federal, em seu artigo 5, inciso IV, estabelece como direito fundamental a livre manifestação de pensamento, sendo, todavia, vedado o anonimato. A lei 12.034/09, mais precisamente no Art. 57-D, seguindo à risca nossa Carta Magna, também fala sobre a liberdade de manifestação dos cidadãos por meio da internet nas eleições, sendo vedado, porém, que tais iniciativas sejam anônimas. O direito de se expressar, como qualquer outro, não comporta o abuso de direito, previsto na letra fria da lei. Está lá, no artigo 187 do Código Civil: mesmo que você seja titular de um direito, não deve usá-lo para ultrapassar o limite da boa fé, dos bons costumes, sob risco de indenização.Então, ao criticar um candidato ou plataforma política, o eleitor deve ter cuidado, especialmente na internet. Como nela nos expressamos por escrito, é preciso que a redação seja clara e objetiva para não dar margem a problemas.

* Isabela Stamm - estudante do 4º período de Jornalismo da UniverCidade


Bibliografia e Fontes de Pesquisa

10) BIBLIOGRAFIA E FONTES DE PESQUISA

História da internet

• Michael Hauben and Ronda Hauben Netizens: On the History and Impact of Usenet and the Internet (1997)
Abordagens críticas
• Jack Goldsmith and Tim Wu: Who controls the Internet – illusions of a borderless world (2006)
• Marcus Leaning: The internet power and society: rethinking the power of the internet to change lives (2009)
• Martin Lister, Jon Dovey, Seth Giddings, Iain Grant, and Kieran Kelly: New Media: A Critical Introduction (2009)
• Mathieu O’Niel: Cyberchiefs
• Martin Lister, Jon Dovey, Seth Giddings, Iain Grant, and Kieran Kelly: New Media: A Critical Introduction (2009)
• Mathieu O’Niel: Cyberchiefs: Autonomy and Authority in Online Tribes (2009)
• Jonathan Zittrain: The Future of the Internet: And How to Stop It (2008)
• First Monday, Volume 13, Number 3. A special edition edited by Michael Zimmer (2008)
Possibilidades da internet
• Jeff Jarvis: What Would Google Do? (2009)
• Clay Shirky: Here comes everybody: The power of organizing without organizations (2009)
Teoria e background
• Yochai Benkler: The Wealth of Networks – How Social Production Transforms Markets and Freedom (2007)
• Nicholas Carr: The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google (2008)
• Manuel Castells, Mireia Fernandez-Ardevol, Jack Linchuan Qiu, and Araba Sey: Mobile Communication and Society: A Global Perspective (2009)
• Manuel Castells: Communication Power (2009)
• David Gauntlett and Ross Horsley: Web.Studies (2004)
• Glen Greeber and Royston Martin: Digital Cultures – Understanding New Media
• Leah A. Lievrouw and Sonia Livingstone: Handbook of New Media (2006)
• Knut Lundby: Mediatization: Concepts, Changes, Consequences (2009)
Geração digital
• Mizuko Ito, Sonja Baumer, Matteo Bittanti, Danah Boyd et. al: Hanging Out, Messing Around, Geeking Out: Living and Learning with New Media (2009)
• Henry Kressel and Thomas V. Lento: Competing for the Future: How Digital Innovations are Changing the World (2007)
• Kathryn C. Montgomery: Generation Digital: Politics, Commerce, and Childhood in the Age of the Internet (2007)
• Don Tapscott: Grown up digital: how the net generation is changing your world (2008)
• David Weinberger: Everything is Miscellaneous: The Power of the New Digital Disorder (2008)
Comportamento
• James E. Katz and Ronald E. Rice, Social consequences of Internet use: Access, involvement and interaction (2002)
• Howard Rheingold: Smart Mobs – The Next Social Revolution (2003)
• Steven Vedro: Digital Dharma: A User Guide to Expanding Consciousness in the Infosphere (2007)
Cultura popular
• Kelli S. Burns: Celeb 2.0 (2009)
• Henry Jenkins: Convergence Culture: Where Old and New Media Collide (2008)
Redes sociais
• Jenny Ryan: The Virtual Campfire: An Ethnography of Online Social Networking (E-Book)
Blogs
• Michael A. Banks: Blogging Heroes: Interviews with 30 of the World’s Top Bloggers (2007)
• Jill Walker Rettberg: Blogging (2008)
Conteúdo gerado pelo usuário
• Axel Bruns: Blogs, Wikipedia, Second Life, and Beyond: From Production to Produsage (2008)
• Douglas Thomas: Hacker Culture (2002)
Ética, confiança e privacidade
• Charles Ess: Digital Media Ethics (2009)
• Daniel J. Solove: The Future of Reputation: Gossip, Rumor, and Privacy on the Internet (2008)