* Daniela Affonseca
"Cada novo nó da rede de redes em constante extensão pode tornar-se produtor ou emissor de informações novas, imprevisíveis, e reorganizar por conta própria parte da conectividade global." Pierre Lévy

As transformações no capitalismo foram acompanhadas por transformações também nos meios de comunicação. Se a comunicação em massa surge no berço da economia industrial, é nas bases do capitalismo especulativos atuais que os meios de comunicação se fundem cada vez mais comandados por empresas gigantescas que rompem barreiras e se expandem graças à “Revolução Digital”.
Antigamente eram executadas separadamente: a cultura de massa (lógica comercial e objetivos mercantis), a comunicação publicitária, marketing e propaganda (lógica da persuasão) e a transmissão da informação (caráter jornalístico). Hoje, os grupos de mídia são mundiais, globais e executam tudo aquilo que envolve texto, imagem e som, divulgando o seu material por cada vez mais apurados meios de comunicação, tais como: jornais, rádios, TVs (abertas, cabo ou satélite), internet e por todo tipo de rede digital. Essas estruturas dominantes de comunicação acabaram por suprimir a necessidade básica de levar ao público a informação, de forma irrestrita e abrangente, para cumprir interesses daqueles que comandam essas empresas de mídia, sejam dos setores privados ou não.
Seria inocente ou pretensioso afirmar que a política e os setores privados não agem por interesses em comum, uma vez que têm à disposição poderosos meios de comunicação de massa. O cidadão comum fica com a sensação de que há algo além daquilo que foi divulgado.
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Segundo Pollyana Ferrari, a internet faz vez de mass media, no momento em que ocupa a posição que, a princípio, seria de outro meio de comunicação. Exemplo verificado na transmissão on line e on time do atentado nas torres gêmeas, em NY. A internet superou todas as outras mídias em se tratando de cobertura e de divulgação dos fatos.
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O Quinto Poder surge quando o quarto poder (o Jornalismo) se junta aos outros poderes (político e econômico), traindo o cidadão que consome essa mídia, a partir do momento que age apenas por interesses próprios.
A reação cidadã surge através de denúncias imediatas e interconectadas sobre esses absurdos da dominação midiática. Há uma tentativa de se evitar que algum dia os detentores do poder ajam de forma violenta e esmagadora contra o povo. Como exemplo, o caso da Venezuela, onde os meios de comunicação servem a uma classe dominante e fazem, explicitamente, lavagem cerebral nas pessoas, abandonando qualquer valor ou função do "Quarto Poder". Foi pensando na liberdade da mídia e na sua importância como uma "extensão da liberdade de expressão" - um dos fundamentos da Democracia - que foi criado o "Observatório Internacional da Mídia". Ele possui a finalidade de servir como uma “arma cívica", da qual o cidadão pode recorrer para enfrentar o novo superpoder dos grandes meios de comunicação de massa. O observatório afirma que no século XXI a comunicação e a informação pertencerão a todos os cidadãos e embora o acesso à internet ainda não seja tão democrático, já que muitos não têm como acessá-la, ela pode e deve servir de aliada nesse processo, permitindo que as pessoas se comuniquem melhor, acessando-a através de diferentes meios e ferramentas disponíveis, a preços cada vez mais acessíveis.
A internet é um meio de comunicação de massa democrático, na medida em que qualquer um que tenha acesso a ela pode escrever o que pensa e divulgar pela rede.
Há, contudo, o permanente desafio de usar as novas tecnologias de informação de forma positiva, diminuindo o fosso social, propagando a solidariedade social e promovendo a efetivação da cidadania.
* Daniela Affonseca – estudante do 3º período de Jornalismo da UniverCidade

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