* Anna CarolinaTeixeira dos Santos Costa
Metáfora do meio de comunicação como extensão do homem:
“Verdadeiras “próteses”, objetos indispensáveis para o funcionamento da vida, sobretudo nas metrópoles, onde a complexidade das relações exige presteza e aceleração nos processos de tomadas de decisão”.

Marshall McLuhan
(1911 - 1980 )
Marshall McLuhan foi o primeiro filósofo das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica do computador e das telecomunicações. Como paradigma da aldeia global ele elegeu a televisão, um meio de comunicação de massa em nível internacional, que começava a ser integrado via satélite. Esqueceu, no entanto, que as formas de comunicação da aldeia são essencialmente bidirecionais e entre dois indivíduos. Somente agora, com o celular e a internet é que o conceito começa a se concretizar. Os famosos: “O progresso tecnológico reduz todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia.“O meio é a mensagem se confirma quando se trata do celular. Isto apenas significa que as consequências sociais e pessoais de qualquer meio — ou seja, de qualquer uma das extensões de nós mesmos — constituem o resultado do novo estalão introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia ou extensão de nos mesmos”.
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A Internet através dos seus usuários representa uma ameaça aos princípios da hegemonia e da incomunicação, ao ser capaz de inverter os valores coagidos à população. O internauta, então, passa a ser a representação do quinto poder. O processo de dispersão da informação através da Internet é de rápida difusão (capacidade viral), e em tempo real. Seu acesso é livre, qualquer pessoa pode pesquisar, ou mesmo publicar algo na Internet. E, também, não existe censura, já que não há nenhum tipo de poder controlando o fluxo de informações. A Internet dá voz ao cidadão, pois promove a oportunidade de interação entre emissor e receptor da mensagem. Através dessa comunicação bidirecional, qualquer internauta tem capacidade participativa de dar opiniões, reclamar, contribuir com conteúdos e informações, questionar e pressionar organizações.
Os dispositivos móveis digitais (smartphones, celulares) se tornaram aparelhos comuns para a difusão e produção de conteúdo. As vantagens estão na capacidade de agregar todos os demais meios de comunicação (televisão, rádio, aparelho telefônico, correio e internet) em um único aparelho e a mobilidade que este oferece, permitindo a sua utilização a qualquer hora e em qualquer lugar.
O telefone móvel é um meio particular de comunicação de massa. A convergência entre a internet e os celulares permite aos usuários uma maior interatividade tornando-os não apenas receptores, mas também criadores de conteúdo. Desta forma, o público é capaz de contribuir com produção de notícias, que poderão ser utilizadas pelos demais meios de comunicação de massa. Surge, assim, o Jornalismo Colaborativo.
Para isto, ocorreu nos últimos anos uma série de evoluções acerca das conexões sem fio disponíveis (wap, wi-fi, GPRS, banda larga). Os smartphones, principalmente, oferecem uma compatibilidade de recursos próximos ao de um desktop. Eles permitem a instalação de uma infinidade de aplicativos de acordo com a necessidade do usuário. As projeções em relação às vendas de smartphones são bem animadoras, superando inclusive o número de computadores.
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Diversas empresas estão optando por fazer campanhas publicitárias por meio do chamado Mobile Marketing. Este mecanismo apresenta possibilidades de uso comercial, que vão desde o envio de mensagens de texto com promoções e serviços (SMS), até a veiculação de fotografias de produtos e vinhetas corporativas (MMS). Além de ser pessoal, interativo, temporal, independente de localização, também apresenta outras vantagens como; possuir um alto índice de leitura, não ser uma comunicação invasiva e o custo ser acessível e aplicável a todos os setores de atividades econômicas. Outro exemplo de que o celular está se tornando uma forte potência entre os demais meios de comunicação, principalmente pelo advento de sua fusão com a Internet, é a campanha eleitoral de Barack Obama que foi, em sua grande parte, dispersada através da Internet. Por intermédio de uma pesquisa descobriu-se que a maioria dos jovens norte-americanos se comunica através do envio de cerca de duas mil mensagens por mês. Com o interesse de engajar os jovens – que escolhem votar ou não – a equipe de Obama criou um aplicativo para o então recém-lançado iPhone. “Pelo aplicativo, era possível descobrir por georeferenciamento os escritórios mais próximos de campanha, receber atualizações de vídeos e textos, baixar wallpapers e ringtones, entre outros.”
Segundo especialistas entrevistados pela empresa americana Pew Internet & American Life Project, o celular será, em 2020, a plataforma primária de acesso à internet para a maioria das pessoas. “Até o final de 2010, o mundo deve atingir a marca de 5 bilhões de usuários móveis na internet, de acordo com relatório da International Telecommunication (ITU) ... as redes de celulares já cobrem cerca de 90% da população mundial e espera, em 2015, atingir 100%.”
Muito ainda se discute se a Internet pode ou não ser considerada um meio de comunicação de massa, mesmo apresentando características comuns à mass media; grande dispersão de informação de forma heterogênea e em tempo real. Isto ocorre porque ainda existem aqueles que não possuem um meio de acesso à Web. Entretanto, a telefonia móvel oferece uma maneira prática e acessível de se estar conectado com o mundo. E assim, os celulares vêm recebendo cada vez mais atenção e já representam a futura plataforma de transmissão de dados e produção de conteúdos.
* Anna Carolina T.S.Costa – estudante do 3º período de Publicidade da UniverCidade

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